quinta-feira, 22 de março de 2012

Critica ao exclusivismo reformado




Já tem algum tempo que fico incomodado com o pensamento dos reformados exclusivistas ao dizerem que esse nome está restrito somente a eles por serem os guardiões da teologia reformada. 

Sabemos que a reforma se expandiu no manifesto de Lutero quando ele pregou as 95 teses na porta da capela de Wittemberg em 31 de outubro de 1517. Embora as 95 teses fossem mais uma crítica ao mercado de indulgencias da igreja Católica Romana, tal atitude tomou uma dimensão até então imaginável ao ponto de haver um cisma que mudaria o curso da Igreja até então idolatra.
A história continua com o surgimento de novas igrejas de pessoas que não estavam de acordo com a Igreja Católica Romana. É importante lembrar que Lutero não tinha a intenção de dividir a igreja Católica Romana, mas de reforma-la, entretanto isso não foi possível por causa da cegueira espiritual da mesma.
A causa desse surgimentos de igrejas resumidamente se da por causa de grandes teólogos e pregadores da época como Martinho Lutero, Filipe Melanchton, Urico Zwinglio e João Calvino. Desde então a igreja veio crescendo e cada dia mais conquistando pelas Escrituras fiéis Católicos que eram agora orientados a somente buscarem justificação da parte de Deus através da Fé e não mais por indulgencias.

                                                                                                                                      Acredito sem sombra de duvida que dentre esses teólogo citados João Calvino tenha sido o mais ilustre dentre eles. As suas Institutas Teológica nos mostra o brilhantismo desse grande teólogo ficando para trás apenas de 

Agostinho. Entretanto Calvino dimensiona a teologia de Agostinho e Lutero sobre a predestinação. Depois que Calvino elabora suas institutas com essa doutrina ela ganha o reconhecimento de ortodoxia virando assim uma tradição irrevogável para os tais.

Contudo, nem todos estavam dispostos a aceitar essa doutrina, depois das tentativas fracassadas de Pelágio contra Agostinho e Erasmo contra Lutero, era a vez de um teólogo sem muita expressão hoje chamado James Armínio.
Armínio (10/10/1560 à 19/10/1609) não teve a oportunidade de dialogar com Calvino que morreu no ano de 1564. Contudo, foi Armínio até então calvinista que questionou essa doutrina de forma indireta em seus sermões da Epistola aos Romanos. Na verdade, Armínio questionou o suplalapsarianismo, e devido a isso foi considerado por Gomarus (teólogo calvinista estremado) um herege defensor do pelagianismo e dos jesuítas. Falsas acusações a parte, Armínio deu uma melhor compreensão daquilo que ele acreditava como predestinação, causando um grande cisma entre os calvinistas durante a história.

Devido a essa simples discordância, os que não são calvinistas foram considerados não reformados, o que me deixa muito incomodado, pois qual seria o maior motivo para tanto?

Não é possível que seja só por causa dessa discordância soteriológica, pois os arminianos como os calvinista acreditam nas doutrinas básicas e irrevogável da ortodoxia como: A inerrancia e infabilidade da Bíblia, Jesus como Deus e Homem, a depravação total do Homem, o pecado original, na trindade etc.

Dessa forma quando os calvinistas se denominam reformados por aceitar especificamente o calvinismo deixa de fora os luteranos, anglicanos e batistas quando esses tem uma concepção diferente da soteriologia calvinista, esquecendo-se que as tais são históricas e que praticamente nasceram da reforma.

Vejo isso como uma forma de dizer que outras igrejas que não são calvinista não podem ser reformada por serem herética. Indiretamente é isso que estão nos dizendo quando não podemos dizer que somos reformados, e se não somos reformados, então temos parte com a igreja Católica romana, essas são as implicações que levam.
Se não nos consideram reformados, como querem que nós comemoremos o dia da reforma?

Ainda que isso cause em vocês indignação, falo sem medo de errar: Sou arminiano pentecostal e reformado. E ai, qual é problema?

Jean Patrik

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