sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O milagre da Mutiplicação - Mc.6.30-44

Nos versos 30-32 observamos que depois que os discípulos terem feitos uma grandiosa obra evangelística, Jesus convida-os a descansarem e comerem. E tudo isso era devido a falta de tempo tomado pela necessidade de falarem de do Reino.
É importante entender que se quisermos fazer a obra de Deus, iremos ter que muitas das vezes sacrificar o nosso tempo que a nossa carne gostaria que fosse usado para outros fins.
Entretanto isso não pode ser motivo para que não possamos descansar quando o corpo pedir, e nem empecilho para termos momentos de recreação para com as nossas famílias.

Tudo indica que depois de alguns acontecimentos feitos tanto por Jesus quanto pelos discípulos trouxeram-lhes fama e reconhecimento, e isso fica claro quando no verso 33 no referido capítulo diz: “E a multidão viu-os partir, e muitos o conheceram; e correram para lá, a pé, de todas as cidades”. Como vemos eles eram agora muito reconhecido, e não só pelas pessoas de suas cidades, mas de outras.
E como não é diferente quando uma pessoa ou um grupo fica famoso, a multidão sempre chega primeiro para vê-los, ouvi-los e estarem pertos, isso porque eles acreditam que tal grupo ou pessoa pode dar-lhes algo que os faça felizes. Mas Jesus se diferenciava desse muitos famosos e porque não falarmos dos pregadores e cantores famosos. E isso fica claro quando no verso de 34, onde diz que Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.
É importante observa que Jesus juntamente com os seus discípulos estavam cansados, e o motivo deles estarem naquele barco em um lugar deserto, era de descansarem, só que ao chegarem no local desejado Jesus encontra uma multidão querendo mais d’Ele (dos seus ensinos e palavras). Jesus percebendo isso é confrontado pela compaixão que sentiu por aquela gente toda, e é impulsionado a dar aquilo que elas precisavam para as suas almas. Isso me faz refletir um pouco, pensando qual tem sido a nossa motivação com respeito em ajudar o próximo? Penso que não adianta fazermos coisas boas para parecermos bons, pois se não seremos reprovados segundo o texto de 1Co.13. O que deve motivar-nos a fazer boas obras ou a obra de Deus deve ser o mesmo sentimento que Jesus teve e tem com relação ao homem.
“E, como o dia fosse já muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele, e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado.                                                               Despede-os, para que vão aos lugares e aldeias circunvizinhas, e comprem pão para si; porque não têm que comer.               Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer?                                                   E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes (vs.35-38).”
Enquanto Jesus ensinava, os discípulos é tomados por uma preocupação com relação as horas que já estavam se avançando, e por conta disso Jesus é interrompido pelos discípulos que disseram: “o lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado”. Tal atitude até parece plausível, mas estava colocando Jesus em uma situação desconcertante, pois de certa maneira estavam insinuando que o Mestre deles havia perdido a noção das coisas, não agindo com equilíbrio. A resposta que Jesus dar é mais desconcertante, depois dela, os discípulos entende não haver uma solução para tal situação e agora é Jesus que mostra-os quem tem a situação sob o controle.
É normal do ser humano esquecerem-se de coisas boas e lembrarem ou dá mais crédito a coisas negativas. Os discípulos haviam esquecido o que Jesus havia feito em Caná da Galileia (Jo.2.1-11).
Devemos ter um cuidado para que isso não ocorra conosco, pois o Senhor sabe de todas as coisas e tem tudo sob seu controle.
Continuando, vemos que no vs.39-40 Jesus pede os discípulos para organizarem o povo em grupos de cem e cem e cinquenta e cinquenta. Mas na verdade, Jesus estava os preparando para receber um grande milagre, devemos entender que muitas das vezes é preciso nos organizar e prepararmos se quisermos receber algum milagre da parte de Deus.
Depois da tarefa concluída, Jesus pega os cinco pães e os dois peixes levanta os olhos para o céu e abençoa o alimento (v.41).
Quero deixar uma observação feita pelo comentarista:
*Adolf Pohl — Todo dono de casa judeu dava início a uma refeição solene erguendo-se de sua posição reclinada, levantando o pão e dizendo as graças. Para isto prescrevia-se o olhar para baixo (Beyer, ThWNT II, 758,760). Olhar para o céu parece ter pertencido a uma prática mais antiga e, por isso, mais solene (Bill. I, 685; II, 246). Para Jesus, era típico olhar para cima (7.34; Jo 11.41; 17.1), de modo que os discípulos de Emaús podem tê-lo reconhecido por isso (Lc 24.30). Depois da oração, o dono da casa quebrava para cada conviva um pedaço do pão em forma de disco, com 20 cm de diâmetro e 1 cm de espessura. Em um grupo pequeno, o dono da casa podia entregar cada pedaço pessoalmente, nos outros casos ele os deixava passar de mão em mão. Aqui os discípulos são necessários como intermediários.
Depois de ter abençoado o alimentos, ele é servido para toda aquela gente, e diz a bíblia que todos comem de ser fartarem, e o interessante disso tudo é que o comentarista se cala em relação a pormenores sobre o milagre. Isso mostra que milagre não ser explica se aceita (vs.41-44)
Entendemos que Jesus não nos prover só nas nossas vidas espiritual, mas na material e física.

Notas
(*)POHL,Adolf, Comentário Esperança, Evangelho de Marcos, p.146
HENRY, Matthew, Comentário Bíblico do Novo Testamento, p.435-436


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