sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Natal: Celebremos a encarnação do Verbo de Deus




“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis” (2 Co 8.9)

Na clássica obra de Anselmo, Cur Deus Homo (Por que Deus se fez homem?), o antigo arcebispo de Cantuária brindou a cristandade com um dos melhores comentários a respeito da Encarnação do Verbo.
O propósito desta breve reflexão não é falar de Anselmo, muito menos de sua obra, mas da Encarnação do Verbo de Deus. Todavia, através do método retórico e dialético-dialógico, Anselmo explica a Boso as razões da epifania de Cristo.
O primeiro livro é composto por uma apologia retórica dedicada aos incrédulos que desprezam a fé cristã como oposta à razão. No segundo livro, Anselmo trata com mestria a respeito do ponto crucial da fé cristã: A bem-aventurança dos crentes somente é possível pelo fato de o Senhor Jesus Cristo, o EU SOU, ter-se encarnado e tabernaculado entre nós.
Embora Anselmo estivesse cônscio de que não “se pode tratar desse assunto de um modo completo” (2003:17), ocupou-se em compreender com bases racionais o mysterion tremendum da fé cristã. É claro que se trata de um paradoxo. Hegel falava da “consciência infeliz”, isto é, o finito tratar do infinito; o homem mortal tentar explicar e compreender “Àquele que tem só Ele a Imortalidade”. Esse é o grande conflito entre a linguagem apofática e catafática, entre o Deus da compreensão dos filósofos e o Deus compreendido nas relações existenciais da vida. Desculpe-me, creio que você não deseja que expliquemos os meandros dos enunciados designado κατάφασις e πόφασις pelos gregos e muito discutido por Heidegger em Introdução à Filosofia (Martins Fontes: 2008, p.52ss.).
Infelizmente, as ocupações natalinas me impedem de continuar com essa meditação, minha família reclama minha presença. Porém, entendamos que o verdadeiro Natal é muito mais do que árvores, luzes, presentes, jantares. Para alguns, eu sei, não passa de uma data cristã sem qualquer sentido para o ateu e cético. Para outros, neoliberais e capitalistas, mais uma oportunidade de lucro e ganho. Mas para mim e você cristão, a data não é tão importante, mas o significado dela. Sabemos que Cristo não nasceu em 25 de dezembro, e que o clima não correspondia nem ao inverno e nem ao verão, no entanto, isso pouco importa quando entendemos que essa data serve-nos para compreendermos que O Filho de Deus, Jesus Cristo, fez-se carne e habitou entre nós.
Às vezes preocupamo-nos com a embalagem dos presentes. Nalgumas ocasiões a embalagem é mais bela e rica que o próprio presente. A forma supera o conteúdo. No entanto, na encarnação do Verbo, o “presente” era superior a “embalagem” – Deus tornou-se homem! O Concílio de Calcedônia afirmava que Deus tornou-se homem completo, pois Cristo somente poderia salvar aquilo que Ele mesmo assumiu. Assim, somos salvos pela Encarnação do Verbo de Deus.
A Encarnação, como diria Rudolf Otto, é o mysterium tremendum da fé cristã. Diante desse mistério resta ao homem apenas o “espanto”, o “terror”, a “incognoscibilidade”. Porém, a Encarnação não é apenas um mistério, mas também uma revelação: O Pai foi revelado no Filho – Quem vê a mim vê o Pai, disse o Epifânico!
A Encarnação não apenas se traduz em João 1.14, mas completa-se em 2 Coríntios 8.9: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis”. O Rico tornou-se pobre, o Santo em maldito, a fim de salvar os homens dos grilhões do pecado e da morte!
Celebremos o Natal...
Adoremos ao nosso Senhor Jesus Cristo..
Fiel e Eterno Senhor..
FELIZ NATAL A TODOS OS AMIGOS BLOGUEIROS

fonte: http://teologiaegraca.blogspot.com/2009/12/natal-celebremos-encarnacao-do-verbo-de.html
Reações:

Um comentário:

  1. gRAÇA E PAZ DO senhor MEU IRMÃO...

    Segue a continuação dos meus comentários sobre sua postagem:

    http://ministerioapologeticobiblico.blogspot.com/2011/09/biblia-e-o-arminianismo-parte-2.html

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