sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Igreja passará pela Grande Tribulação?

É comum recorrer-se à simbologia com o intuito de afirmar que a Igreja não enfrentará o tempo de angústia, a Grande Tribulação. Afirma-se que Enoque foi arrebatado antes do dilúvio; que as águas do Mar Vermelho só caíram sobre os egípcios depois que Israel passou; que Elias subiu num redemoinho antes do cativeiro; que a Igreja é a luz do mundo (e, quando for tirada, se instalará um período de trevas); que ela é também coluna e firmeza da verdade (e, ao ser arrebatada, o mundo desabará), etc. No entanto, tais exemplos apenas ilustram e reforçam uma verdade que está revelada claramente nas páginas sagradas.

Os teólogos pós-tribulacionistas e mesotribulacionistas têm as suas razões pessoais para não crer no rapto dos salvos antes da Grande Tribulação. Contudo, é bom não irmos além do que está escrito (1 Co 4.6) nem nos movermos facilmente de nossas convicções quanto ao nosso livramento da ira futura, por ocasião da vinda de Jesus (2 Ts 2.2-9). Os primeiros afirmam que Jesus virá após a Grande Tribulação, enquanto os mesotribulacionistas asseveram que o Advento de Cristo se dará no meio desse tempo de angústia.

A escola de interpretação que honra as Escrituras é o pré-tribulacionismo, pois não há dúvidas de que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação (1 Ts 1.10). Jesus disse: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem” (Lc 21.36, ARA). Note: escapar, e não participar, atravessar.

Em Apocalipse 3.10, Jesus fez uma promessa à igreja de Filadélfia: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. Esta mensagem é apenas para uma igreja local? Não! Haja vista o que está escrito nos versículos 13 e 22 do mesmo capítulo: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

Conquanto a igreja de Filadélfia estivesse passando por tribulações, naqueles dias, os seus santos membros não passaram pela “hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo” — todos os mortos em Cristo têm a garantia de que não passarão pela Grande Tribulação, uma vez que ressuscitarão e serão tirados da Terra antes dela.

Todas as mensagens de Jesus registradas em Apocalipse às igrejas da Ásia possuem mandamentos e exemplos para nós, hoje, quanto à manutenção do amor e da fidelidade (2.4,10), às falsas profecias (2.20-22), ao perigo de Jesus estar do lado de fora (3.20), etc. Nesse caso, a promessa de livramento da hora da tentação em apreço é extensiva a todos os salvos — “há de vir sobre todo o mundo” —, assim como o que está registrado no versículo 11: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”.

Antes de o Cordeiro de Deus desatar o primeiro selo, dando início a uma série de juízos contra a Terra (Ap 6), João viu os 24 anciãos diante de Deus, no Céu (Ap 4-5). E estes representam a totalidade da Igreja: as doze tribos de Israel e os doze apóstolos de Cristo. Isso prova que, desde o início da Grande Tribulação, na Terra, os salvos já estarão no Céu. Glória ao Cordeiro, pois estaremos com Ele nesse período de trevas e aflições.

Em Apocalipse 13.15, está escrito que serão mortos todos os que não adorarem a imagem do Anticristo. Se este fará guerra aos santos, a fim de vencê-los (v.4), quantos destes seriam arrebatados durante ou depois do período tribulacionista? Os tais santos mortos pela Besta são os mártires da Grande Tribulação, e não a Igreja, que já terá sido arrebatada.

A Palavra de Deus diz que a Noiva de Cristo estará no Céu durante esse período, e que voltará com Ele, por ocasião da Revelação (segunda etapa da Segunda Vinda de Jesus), a fim de pôr termo ao império do mal: “vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. (...) E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro” (Ap 19.7-14).

Em suas cartas aos tessalonicenses, a ênfase de Paulo é o Arrebatamento. Ao mencionar este glorioso evento pela primeira vez, ele deixou claro que Jesus nos livrará da ira vindoura (1 Ts 1.10). E isso é confirmado ainda na primeira epístola: “quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição (...) e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão” (5.3,4).

Observe, no texto acima: são os que estão em trevas que não escaparão da destruição. Os filhos da luz (1 Ts 5.5) já terão sido arrebatados (4.16-18). Por isso, mais adiante, Paulo reafirma o que dissera no primeiro capítulo (v.10): “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” (5.9).

A passagem de 2 Tessalonicenses 2.6-8 é de difícil interpretação, e não convém fazer especulações sobre o que não está revelado claramente. Mas vemos nela a reiteração de que a Igreja não estará sob o domínio do Anticristo: “E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado; e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”.

Se o mistério da injustiça opera, por que o Iníquo ainda não se manifestou? O que o detém? Quem o resiste? Quem será tirado da Terra, para que ele tenha total liberdade até à esplendorosa vinda de Cristo? A única revelação que temos, retratada pelo próprio apóstolo Paulo, é que o povo de Deus será tirado da Terra, no aparecimento de Jesus Cristo (Tt 2.13,14; 1 Ts 4.17). E, se é depois disso que será revelado o Anticristo, então estamos diante de mais uma prova de que a Igreja não passará pela Grande Tribulação!

Quantos podem glorificar a Deus por isso?

Ciro Sanches Zibordi
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Um comentário:

  1. Olá irmão Jean Patrik,

    Que a Paz do nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!

    Obrigado pela visita e pelo comentário em meu blog, sinto-me honrado com sua visita.
    Mas alguns questionamentos me vieram a mente após ler o link sugerido:

    1) Pelo que percebi o assunto não tem relação com nada proposto em meu blog, que trata de ciência e fé, relacionando as Escrituras com a Criação Divina e o Planejamento Inteligente de nosso Criador;

    2) Em nenhum dos meus posts eu jamais mencionei a "grande tribulação";

    3) Portanto, estas considerações acima me permitem concluir que o irmão não quis debater um assunto do meu blog, mas sim assuntos doutrinários relativos à denominação que o Senhor escolheu para que eu seguisse, pois se Deus está no controle de todas as coisas e nada acontecesse sem que Ele permita, eu estou na Igreja Adventista do Sétimo Dia com um propósito.

    Partindo deste raciocínio, de que o irmão quer debater DOUTRINA DE IGREJA, lhe informo que infelizmente isso eu não discuto. Até porque sei que o inimigo pode aproveitar disso para criar contenda entre você e eu irmão, indo totalmente o contrário do que nosso mestre Jesus nos ensina (Romanos 12:10, I Pedro 1:22). E que possamos nos concentrar em focos que realmente podem salvar almas de pessoas que estão prisioneiras do Inimigo (Filipenses 4:8).

    O que posso fazer para lhe ajudar no que se refere aos questionamentos levantados no seu artigo é deixar alguns links de referência abaixo e orar ao Senhor que o irmão esteja, realmente, em busca da Verdade acima de tudo.

    [1] - http://setimodia.wordpress.com/2010/02/23/atraves-da-tribulacao/

    [2] - http://setimodia.wordpress.com/2010/02/11/suas-duvidas-sobre-a-lei-de-deus-respondidas/

    [3] - http://setimodia.wordpress.com/2010/02/19/respostas-biblicas-a-boas-perguntas/

    [4] - http://setimodia.wordpress.com/2010/01/07/40-perguntas-aos-adventistas-respondidas-e-retribuidas/

    Espero que os links acima o ajudem!

    Passeando pelo seu site, encontrei este post:

    http://blogdojeanpatrik.blogspot.com/2010/02/doutrinas-adventistas-do-7-dia.html

    Sinceramente meu irmão, fico muito triste quando vejo pessoas utilizando dons que o Senhor lhes deu para criticar a fé do próximo em vez de utilizá-los para libertar milhares de pessoas que estão prisioneiras de Satanás a tantos anos sofrendo com isso e vejo, assim, muitas vezes nós - e me incluo neste pacote - sentados atrás do computador ou no banco da igreja enquanto tantas pessoas se suicidam porque não aguentam mais a pressão que os demônios fazem na sua mente, pessoas que morrem sem ter ao menos conhecido a esperança de uma vida aqui melhor e uma vida eterna ao lado do Criador de todo Universo, nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.

    Sinto-lhe dizer que nós, os Adventistas do Sétimo Dia, não procuramos a Salvação através do Sábado, sabemos que só a conseguiremos através da Graça que foi nos concedida através da morte de Jesus na cruz do calvário. Não nos leve tão a mal assim porque procuramos em sinceridade cumprir o que o Senhor Deus nos deu: A LEI DO AMOR (João 14:15, 21 e 15:10) e desejamos ardentemente nos desviar do mal e toda má interpretação bíblica (Tito 1:14), mas assim como todas, nossas doutrinas e denominação teve origem nas mãos de seres humanos pecadores (Romanos 3:10).

    Que a Paz do Senhor Jesus, nosso Redentor esteja convosco irmão, abençoando seu bonito trabalho missionário de levar a Palavra aos que tem sede.

    Sinceramente,



    Hugo Hoffmann
    Ancião da Igreja Adventista do Sétimo Dia
    Biólogo Especialista em Ciências Ambientais
    www.cienciadacriacao.blogspot.com

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