quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Teologia Joanina

Por Jean Patrik

 (teologia do Evangelho do João)



Introdução
Nesse artigo veremos qual era o propósito do apóstolo ao escrever esse evangelho, identificaremos as teologias contidas nele, comentaremos acerca de alguns acontecimentos escritos pelo autor e mostraremos os seus motivos.






·     Prólogo (Jo.1.1-18)

No prólogo João faz uma espécie de introdução do seu evangelho, um primeiro ato que muitos chamariam de começo de um drama. E ele começa: “No Principio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. (Vs.1NVI)”.
É bem provável que já no inicio do seu evangelho João estaria respondendo e refutando uma seita denominada de gnosticismo, seita que acreditava e pregava que Jesus era apenas um dentre muitos aeons, (ou emanações angelicais) que segundo eles seria um dos muitos salvadores e pequenos deuses que existia, mas em sentido algum seria divino como Deus é. Antes ele seria apenas um aeon que participava em parte dos atributos da essência divina. Eles acreditavam nisso por descartarem um Deus em forma humana, já que consideravam o corpo (carne literalmente) uma matéria corrompida.
Para tanto João cita várias palavras fortes relacionadas a Jesus como o Cristo, que servirá para expressar a sua teologia: Verbo, Deus, Vida, Luz, Graça, Verdade Etc. E no verso 14 João narra: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Com certeza seria uma resposta para esses que descreditavam a divindade de Jesus, e achavam impossível o Cristo ser tornar homem, mitos chamaram esse processo de “Mistério da Encarnação”.
Mas adiante João revela de maneira sutil o que Jesus passaria por ter sua autoridade como Messias questionada, e por isso ele começa apelando para o profeta João Batista (vs.15) .
·     A preparação de Jesus para o ministério público (1.19-51)

Após o prólogo (1.1-18) o apóstolo descreve como foi à preparação do ministério de Jesus através da pessoa de João Batista o profeta, e através do testemunho do profeta novamente o apóstolo tem o cuidado de apresentar a Jesus como o cordeiro de Deus, o Cristo o Messias (1.29; 1.24), isso se comprova quando João o profeta ao testemunhar novamente sobre Jesus (1.36), dois dos seus discípulos ao ouvirem isso passam a seguir a Jesus e a testemunhar dele como o Messias, veja o que André fala a respeito de Jesus depois de esse ter andado pouco tempo com ele: “Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido.
Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo) (1:40-41).
 Note que André fala com grande convicção acerca de Jesus como sendo o Messias a qual tanto esperavam. Não há duvida que um dos maiores propósitos que o apóstolo queria provar era a de que Jesus seria o Messias (o Cristo), mas isso é só o começo que deixa-nos maravilhados ao estudar o evangelho de João.


·     O ministério público de Jesus (2.1-4.54)


Depois de o apóstolo ter mostrado Jesus como o Messias através do testemunho do profeta João Batista, ele agora tenta mostra-lo como aquele que faz milagres.
Mas antes é importante lembrarmos que somente dois dos discípulos de João foram que seguiram Jesus, isso é meio estranho, pois já que João havia dito que ele não era o Messias, e testemunhado acerca de Jesus como Messias, os seus discípulos deveriam de imediato seguir a Jesus, entretanto não fora isso que acontecera tendo maioria deles permanecido com João. Isso gerou um problema mais a frente, pois esses que ficaram, queriam comparar Jesus com João onde ouve uma discursão com um  certo judeu anônimo, e enciumados diziam: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com ele” (Jo 3:26). O profeta percebendo o perigo tem que dizer novamente que ele não é o Cristo, então responde:
“O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu.                                                                                                                                  Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele.                                                                                                                        Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido.               É necessário que ele cresça e que eu diminua.                                                                   Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos.                                                                                    E aquilo que ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho.                        Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro.                                   Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.                                                                                                                                                 O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou em suas mãos.                                                       Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (3.27-36).

É bem provável que o apóstolo ao fazer essas citações, estaria consolidando algo que eles negligenciaram isso fica mais claro quando no capítulo dezenove de atos Paulo encontra discípulos de João, mesmo esse já tendo morrido.
Voltando, o apóstolo tenta mostrar a divindade de Jesus como aquele que faz milagres ele começa relatando o que nós consideramos como o primeiro milagre de Jesus. Nesse episódio Jesus está em uma festa de casamento e culturalmente essas festas duravam cerca de uma semana, nesse caso a família dos noivos deveriam cuidar que durante esse tempo não faltasse mantimentos para os convidados, pois se não seria um grande constrangimento, podendo ocasionar em uma multa para o casal, mas infelizmente o vinho acabou e a mãe de Jesus veio avisa-lo, é provável para que Maria ao avisa-lo estivesse preocupada com o casal que por sinal deveriam ser amigos ou conhecidos dela. Indo direto para o milagre, Jesus sente que o tempo do seu ministério era chegado, então ele faz o seu primeiro milagre Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele (2:11)”
Considerando que esse seja o primeiro sinal de Jesus comprova inequivocamente que as fábulas e mitos de que Jesus havia feito sinais na sua infância não passam de mentiras.
Tendo ele decido de Caná para Jerusalém operou ali muito outros sinais a qual o apóstolo não relata e muitos creram n’Ele (2.23), mas a bíblia diz que Jesus não tinha confiança na crença deles, pois Ele conhecia os corações e não havia necessidade que alguém lhe falasse acerca dos pensamentos do homem. Semelhante aos dias de hoje, existem muitos que até acreditam em Jesus, estão nas igreja, louvam a Deus, andam com uma bíblia de baixo do braço, e muitos desse são crentes, porém crentes não salvos, pois não entendem a essência do evangelho, e por não conhecerem a verdadeira mensagem do evangelho encontram-se perdidos na casa do Pai.
No capitulo 3.1-21 vemos um diálogo entre Jesus e um mestre fariseu chamado Nicodemos, e o apóstolo ao mostrar esse diálogo tinha um objetivo de mostrar mais uma vez quem era realmente Jesus, principalmente para os judeus que até então relutavam veementemente contra a ideia de que Jesus ser o Messias.
É bem provável que Nicodemos tenha ido a Jesus depois de ter presenciado os seus milagres 2.23, se me perguntasse qual era a intenção de Nicodemos ao procurar Jesus, não saberia responder.
Outro relato importante acerca do ministério público de Jesus está no capitulo 4.1- 42, onde Jesus esteve depois de ter que ser retirar (vs.3) para Galiléia tendo passado antes por Samaria. O interessante é que os Judeus não se davam com os samaritanos, para melhor compressão deixarei  Wiersbe falar:
“Os samaritanos eram uma raça mestiça, parte judia e parte gentia, que havia se formado durante o cativeiro assírio das dez tribos do norte a partir de 727 a.c. Rejeitados pelos judeus por não poderem provar sua
genealogia, os samaritanos estabeleceram seu próprio templo e cultos religiosos no monte Gerizim, o que só serviu para aumentar o preconceito. A aversão dos fariseus pelos samaritanos era tal que oravam para que nenhum samaritano fosse revivido no dia da ressurreição! Numa tentativa de insultar Jesus, seus inimigos o chamaram de samaritano(Jo 8:48).” [1]

É importante compreendermos o porque de Jesus está naquele local desapropriado para judeus e qual a sua finalidade. Provavelmente o apóstolo estaria passando uma mensagem nesse episódio, e essa mensagem seria de que a salvação não estaria restrita a um povo peculiar, mas a todos que aceite a mensagem do evangelho, com isso o apóstolo estaria borrando a imagem que os judeus havia feito acerca do Messias, de que somente eles seriam dignos de salvação, entretanto, como vemos, Jesus tinha outros propósitos que muitos judeus da época não entendeu, como o de salvar a todos que nele cressem, para Jesus não importava a sua etnia, a sua língua, a sua cor ou países mas as almas perdidas do mundo.  
O resultado da conversa de Jesus com a samaritana foi um sucesso, depois que ele a convenceu de que era o Messias, ela foi testificar acerca dele, o que resultou na conversão de muitos samaritanos, sendo que muitos ao ouvirem e verem Jesus diziam: “Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo. 4:42”.
Depois disto Jesus fez outros sinais e prodígios em Judá e Galiléia, o que ocasionou na despeita dos lideres religiosos, algo que ele teve que lhe da depois da fama que corria sobre ele ser o Messias.

·     A oposição ao ministério de Jesus (5.1-12.50)


Nesse tópico trataremos de maneira resumida a oposição que Jesus sofreu, iremos entender o porque dessa oposição já que Ele mal algum fazia.
O apóstolo continua relatando milagres que Jesus havia feito, e no capitulo cindo vemos Jesus curando um paralítico que estava naquela situação a trinta e oito anos, o problema é que era sábado, dia sagrado para os judeus, mas por não entenderem sobre o propósito de Deus de terem um dia para adorarem, tornaram esse dia um fardo com tantas ordenanças desnecessárias. Por conta disso eles ao verem o paralitico curado no dia de sábado ficaram preocupados e foram tirar satisfação com Jesus, de o porque dele ter feito isso sendo dia de sábado, e Jesus responde de maneira bombástica “Meu Pai trabalha até agora e eu também” . Olhando bruscamente para essa frase não parece tão bombástica assim, mas é que ao Jesus dizer essas palavras, era equivaler que Ele era igual a Deus, o que os judeus religiosos consideraram como blasfêmia, pois na concepção deles a posição mais digna que ele poderia receber era de um profeta, mas de ser ele o Messias, era isso inaceitável. E por causa dessa declaração os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus (vs.18).
Depois disso Jesus fala um sermão falando acerca da sua missão e dizendo-se, ainda que indiretamente, ser igual a Deus. Não há duvidas da intenção do apóstolo ao relatar essas coisas, ele estava dizendo: “Jesus é o Messias”.
Jesus teve outras oposições, e isso é facilmente visto nos capítulos seis quando Ele afirma ser o Pão da Vida, no sete ele afirma ser a fonte de agua viva é importante ressaltar que alguns se perguntavam: Quando vier o Cristo, fará, porventura, maiores sinais do que este homem tem feito (vs.31). Capítulo oito Jesus diz: Eu sou a luz do mundo, no dez ele é o bom Pastor que da a sua vida pela as ovelhas, e mesmo que Ele tenha dado a sua vida, Ele tem poder para reavê-la (vs.10), no onze ele ressuscita um homem e no doze ele entra montado em um jumentinho para que se cumprisse a profecia de Zc. 9.9.
Todas essas passagens mostra-nos que Jesus era o Messias, pois os atributos seus (sinais, prodígios e palavras com tanta sabedoria) apontava como um cumprimento da profecia dos profetas messiânicos, tudo isso casou-lhe uma forte oposição devido à incredulidade dos mestres religiosos, o que desencadeou para a sua morte. Tudo isso nos impressiona, ao vermos a cegueira espiritual de muitos que enxergava Jesus como um líder politico, a qual eles pensavam que os libertariam do julgo romano.
Quantos de nós as vezes nos assemelhamos a essas pessoas, crendo em Jesus somente nessa vida. Paulo em sua primeira carta aos Corintios 15.19 disse: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” que o SENHOR nos guarde de tal postura.
·     Os últimos feitos e palavras de Jesus (13.1-21.25)                                      Caminhamos para as últimas palavras e feitos de Jesus, e não á duvidas que toda a história contada por João é dramática. Acredito que nesse evangelho o leitor é desafiado a deixa-lo de ler, é impossível começá-lo e não terminá-lo, com certeza ele é o evangelho mais vibrante que tem.
Agora nesses últimos capítulos, João da lugar a uma narrativa trágica e melancólica, é como que de repente ele mudasse o seu roteiro, e se envolvesse nele mostrando os últimos atos de Jesus com eles (os discípulos). Com certeza escrever esses últimos feitos de Jesus deve ter sido dolorido para João.
É quase impossível não relatar os acontecimentos nos capítulos seguintes, contudo não podemos perder o foco, então, vamos fazer uma síntese dos restantes capítulos do evangelho de João.
Nos capítulos seguintes João mostra algumas particularidades de Jesus, no capítulo treze ele nos mostra Jesus ensinando-os sobre humildade, no quatorze ao dezessete ele relata a preocupação de Jesus com os discípulos depois da sua partida, então tenta confortá-los com a promessa de outro consolador,  dizendo que mandaria outro consolador, para que ele não ficassem como órfãos, ou seja, como se não tivessem ninguém para os consolarem, depois ele da mais algumas instruções, explica qual será a missão desse consolador e por fim, no capítulo dezessete ele faz uma oração intercessora.
A emoção nesse evangelho é intensificada no capítulo dezoito, onde o apóstolo descreve Jesus no Getsêmani sendo preso, depois presente para um interrogatório, depois vai á presença de Pilatos onde com certa relutância, sentencia-o a crucificação, da crucificação á morte e da a ressurreição ao terceiro dia.
Tudo isso aconteceu com Jesus, que logo após procura se apresentar ao seus discípulos que ainda estavam meio duvidosos, depois da conquista da confiança dos discípulos, o apóstolo revela qual motivo de todo evangelho e ele diz: foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (20.31).
·         As teologias encontradas no evangelho
Cristologia A cristologia no evangelho de João é muito enfatizada, vemos isso em quase todo o evangelho.
Iremos mostrar algumas particularidades no evangelho de João de o porque de ele ter falando tanto sobre o assunto em apreço.
É possível que João ao escrever esse evangelho tivesse em partes o objetivo de refutar a seita gnóstica como já dita no prólogo, veja o que Roger Olson diz em seu livro História da Teologia Cristã:  “Certa tradição do século ll descreve o embate entre o discípulo João e um eminente mestre gnóstico de Éfeso por volta de 90 a.C. Cerinto talvez tenha sido um dos primeiros mestres gnósticos e perturbadores do cristianismo do final do século l. Conforme a tradição, João foi ao balneário público de Éfeso com alguns dos seus discípulose, ao entrar, percebeu que Cerinto estava ali. Então saiu apressado de lá, sem se banha, exclamando: ‘Saiamos depressa para que ao menos o balneário não desabe sobre nós, pois Cerinto, o inimigo da verdade, ali se encontra’” (História da Teologia Cristã. p.27)
Por esse motivo entendemos o porquê da frase do apóstolo que diz: “E o Verbo se fez carne”, sabemos muito bem que os gnósticos consideravam a carne impura ou corrompida, e devido a isso negava a existência de Jesus como Deus em carne.
Outro motivo de encontrarmos a Cristologia acentuada por João, é a defesa que ele faz contra as acusações dos judeus incrédulos que desacreditava em Jesus como o Messias (Cristo), e por isso o vemos insistindo tanto em Jesus como o Cristo (João 1:17,41; 4.25; 11.27; 20.31).
Isso Comprova satisfatoriamente que João tratou da Cristologia com objetivos importantíssimos para sociedade cristã daquela época.

Soteriologia – A soteriologia no evangelho de João se ocasiona da Cristologia ensinada por ele, se não cressem no Cristo como poderiam ser salvos? Veja: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste (jo.17.3)” . Mas antes vemos Jesus como salvador nos seguinte versos Jo.1.11-12, 29; 3.16-17; 4.42; 12.47; 14.6. João estava dando uma mensagem reflexiva, pois se não considerassem Jesus como o Cristo e o Filho de Deus, eles estavam colocando ou até mesmo perdendo a sua salvação, a chance de viverem a vida eterna. Há outros versículos que corroboram com a soteriologia no evangelho de João, mas eles são usados de uma maneira menos direta por usarem os termos como Luz do mundo, Pão da Vida, Fonte de agua viva e a Porta das ovelhas, todos esses, de certa maneira aponta para o Jesus como o Salvador.
Pneumologia – A doutrina do Espírito Santo no evangelho de João é reveladora quando analisamos cuidadosamente, mas antes é preciso entender o cenário.
Jesus estava se despedindo dos discípulos os preparando tanto para sua morte como a sua ida para o Céu, por conta dissa, é bem provável que os discípulos ficaram desnorteados pensando entre si, quem irá nos ensinar, ajudar, consolar. Jesus percebe essa preocupação da parte deles e começa a falar-lhes sobre o Espírito Santo.
E no capítulo quatorze versos dezesseis ele diz: “eu rogarei ao Pai, ele vos dará um outro Consolador, a fim de que seja para sempre convosco, o Espírito da verdade”
Quando Jesus diz outro (ἄλλον), ele estava falando que o Espírito Santo era outro do mesmo tipo, fazendo-lhes entender que eles não seriam abandonados, mas que esse Espírito faria as mesmas coisas que Ele fez.
Mas nas particularidades o Espírito Santo seria um Ajudador (vs.26), é muito interessante que a versão da Bíblia de Jerusalém nos traz a palavra “paráclito”  que quer dizer, chamado para ajudar. O Espírito Santo tem essa função, pois é Ele que nos ajuda nos momentos de fraqueza.
Seria o nosso Consolador nos momento de tristeza e angustia.
Seria o nosso Ensinado (vs.26), talvez os discípulos achavam que não poderiam obterem mas os ensinamentos maravilhosos de Jesus, por isso Jesus se antecipa a essa preocupação, afirmando que o Espírito Santo os ensinariam sobre tudo e vos fariam lembrar de tudo que ele havia dito enquanto esteve com eles.
Uma outra função do Espírito Santo seria o de convencer o ser humano do pecado, justiça e juízo (Jo.16.8-11) .

Conclusão
Deixo a conclusão baseada nesse versículo:estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.
João 20:31”.
Ainda que identificamos outras particularidades nesse evangelho não há duvidas para qual tenha sido o seu propósito o qual foi enfatizado nesse artigo, de que Jesus é o Cristo o Filho de Deus.






Bibliografia
MARSHALS, I. Howard. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2007
CARSON, D. A. Introdução do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2007
COENEN, Lothar, BROW, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2000
CHAMPLIN, Russell Norman. Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2002
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 2006
VINE, W. E. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002
OLSON, Roger. História da Teologia Cristã. São Paulo: Vida, 2001
Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2010



[1] WIERSBE, Warren Wendel. Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento. São Paulo: Geográfica editora, 2006, p.385


Jean Patrik
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